Archive for the 'montanhismo' Category

Frostbite: Ulceração Pelo Frio

adriana 18 de maio de 2010

Frostbite nos dedos.

Frostbite nos dedos.

Quando a pele se resfria a temperaturas próximas de zero, podem ocorrer ulcerações em conseqüência do congelamento dos tecidos (frostbites). Isso se produz mais comumente nas extremidades, como as orelhas, o nariz, os dedos das mãos e dos pés. Em casos brandos, somente camadas externas da pele congelam. O frostnip, como é por vezes chamado em inglês, se caracteriza por uma pele branca, de aparência cérea e perda de sensação. É semelhante a queimadura do sol e outras queimaduras de primeiro grau.

Já o frostbite profundo é uma forma mais séria de ulceração que, consiste no congelamento de tecidos mais profundos, como os músculos, ossos e tendões o que, resulta quase invariavelmente em dano permanente do tecido e pode acabar por exigir a amputação. Muitoa exploradores polares e montanhistas perderam os dedos dos pés ou das mãos para o frosbite.

Quando um tecido se congela, formam cristais de gelo nas células e nos fluidos que as banham. Se o congelamento é lento, os cristais de gelo aparecem primeiro nos fluidos extracelulares. Isso aumenta a concentração da solução que permanece não congelada, e arrasta água para fora da célula por osmose ( a tendência da água a se mover de uma solução de alta concentração para uma de baixa concentração). Consequentemente, a célula encolhe e a concentração salina em seu interior se eleva. Como proteínas são permanentemente danificadas por níveis elevados de sal, isso resulta em morte celular. Quando o congelamento é rápido, agulhas de gelo podem se cristalizar dentro das células, perfurando suas membranas. Se cristais de gelo se atritam, podem romper fisicamente as células, uma das razões, por que não é aconselhável esfregar áreas afetadas pelo frostbite.

Frostbite nos dedos dos pés em escalador de expedição ao Everest.

Frostbite nos dedos dos pés em escalador de expedição ao Everest.

Danos adicionais ocorrem por ocasião do reaquecimento. As células que revestem as paredes dos vasos sanguíneos mais finos são particularmente sensíveis e, quando reaquecidas, tornan-se porosas. Fluido vaza delas, causando inchação do tecido circundante. O extenso dano que pode ocorrer por ocasião do reaquecimento significa que é prudente manter congelado o tecido severamente atacado pelo frostbite, até que o paciente possa receber atenção médica. Descongelar e recongelar pode ser catastrófico.

Inchaço dos tecidos causado pelo frostbite.

Inchaço dos tecidos causado pelo frostbite.


Frostbite severo nas pontas dos dedos.

Frostbite severo nas pontas dos dedos.

Fonte: Texto retirado do livro: A Vida no Limite – A Ciência da Sobrevivência

Autora: Frances Ashcroft

Editora: JZE – Jorge Zahar Editor

Perigos e Desafios das Escaladas em Altas Altitudes:

adriana 13 de maio de 2010

Monte Everest

Monte Everest

Embora a baixa concentração de oxigênio seja a dificuldade essencial enfrentada por uma pessoa que esteja no topo de uma montanha elevada, outros fatores, como o frio, a desidratação e as queimaduras de sol, também representam problemas. A radiação solar é extraordinariamente intensa porque o ar mais rarefeito provê menor proteção e, sendo exacerbada pelos reflexos emitidos pela neve e o gelo, pode levar a graves queimaduras na face. A umidade também decresce em grandes altitudes, na medida em que a redução da temperatura e da pressão atmosférica significa que a quantidade de vapor d`água no ar é menor. A desidratação que é agravada pela respiração aumentada, é portanto um problema, e é essencial tomar muito líquido para substituir a água que evapora dos pulmões na respiração – o que nem sempre é muito fácil quando se tem que carregar água ou combustível suficiente para derreter a neve. O mais grave de tudo é o frio. A temperatura cai aproximadamente 1grau Celsius a cada 100 metros de aumento de altitude porque, com a crescente rarefação do ar o efeito isolador da atmosfera é menor e, consequentemente, mais calor escapa para o espaço pela radiação. A redução da temperatura se combina com ventos fortes que produzem um fator adicional de “esfriamento pelo vento”. Vários montanhistas perderam as pontas dos dedos das mãos ou dos pés em conseqüência da ulceração pelo frio.

Expedição

Expedição

A vida no frio é perigosa para seres humanos, como muitos exploradores polares e montanhistas descobriram à custa de suas próprias vidas.

Texto retirado do Livro: A Vida no Limite – A Ciência da Sobrevivência

Escrito por Francês Ashcroft

Editora: Jorge Zahar Editor

Expedições de Alpinismo

adriana 12 de fevereiro de 2010

O relevo brasileiro não ajuda muito, mas isso não impede que o alpinismo ganhe cada vez mais popularidade no país – o número de praticantes e adeptos cresce ano após ano.

Mas, o que é o alpinismo? Ao pé da letra, alpinismo nada mais é do que a prática de subir montanhas, caminhando ou escalando.

O esporte se consagrou nos Alpes europeus, e tem seu início marcado principalmente pela subida em 1786 do Mont Blanc, ponto culminante da cadeia de montanhas, com 4.807 m de altitude, localizado entre a França e a Itália (Imagem acima).

O nome “alpinismo” remete portanto aos Alpes. Aqui no Brasil, também se usa o termo montanhismo. Alpinismo e/ou montanhismo é uma questão de conceito.

Alpinismo geralmente remete à montanha gelada, com neve. Existe ainda um regionalismo na definição do esporte, como o “andinismo” nos Andes ou o “himalaísmo”, no Himalaia. A nomenclatura depende da montanha existente na região.

Também aqui no Brasil existe uma corrente que diz que montanhismo é qualquer atividade realizada em uma montanha – pode ser até mesmo uma simples caminhada. Já a partir do momento em que você utiliza equipamentos técnicos você está praticando o alpinismo.

E se você curte ou pretende começar uma jornada de montanhismo ou alpinismo, acesse agora o site da Esporte de Aventura e confira nossos produtos de perfeita qualidade, tornando assim suas jornadas cada vez mais fascinantes!


Equipamentos e técnicas de escalada

adriana 3 de fevereiro de 2010

Na escalada esportiva, o equipamento é bem simples. No mínimo, você precisa:

Em uma típica rota esportiva, dois escaladores usariam um equipamento como este:

O primeiro escalador a subir a rota é conhecido como líder. Enquanto ele está escalando, o líder é protegido pela corda amarrada em sua cadeirinha. A outra extremidade da corda é mantida com o segundo escalador, que é conhecido como o segurança. O segurança corre a corda através do instrumento de segurança anexado à sua cadeirinha e libera mais corda enquanto o líder sobe.

Enquanto o líder escala, ele vai para o primeiro pino na parede rochosa. Um pino é uma âncora permanente que foi fixada na rocha. Há um anel de metal anexado ao pino. O líder usa um mosquetão para conectar a corda ao pino. O mosquetão é um par de ganchos anexados por uma rede de nylon. O líder prende o gancho em uma das extremidades do mosquetão para o pino e corre a corda através do segundo gancho na outra extremidade do mosquetão. O líder prossegue pela rota, enganchando cada pino que aparece.

Se o líder cai, o segurança agarra a corda para evitar a queda. A distância máxima que o líder pode cair é igual a duas vezes a distância entre o último pino e sua posição atual, mais a extensão do cabo solto na linha do segurança, e a corda esticada. A corda de escalada estica para absorver o choque da queda. Então, se o líder estiver a 1,2 metros acima do último pino que ele clipou, o escalador vai cair 2,4 metros (1,2 metros para ficar igual ao pino e 1,2 metros além dele), mais a extensão do cabo solto na linha, e a extensão que a corda estica. Em outras palavras, talvez 3,4 metros.

O líder pode escalar uma altura máxima igual a aproximadamente metade da extensão da corda. Se o líder for mais alto do que isso, não será possível para o segurança abaixá-lo de volta para o chão se o líder cair e se machucar. Como as cordas têm de 50 a 60 metros de extensão, isto significa que a distância que o líder pode escalar antes de parar é de 25 a 30 metros.

O líder escala até uma saliência de um rochedo, prende a âncora na rocha com uma pequena corda ou rede e os dois escaladores trocam de função. O líder se torna o segurança de cima para o segundo escalador. O segundo escalador desconecta e recolhe os mosquetões colocados pelo líder enquanto subia.

Uma vez que o líder e o segundo escalador estejam juntos novamente, eles completaram o primeiro largo. Eles então vão repetir o processo para escalar o segundo largo, e assim por diante, até chegarem ao destino.

E se tudo isso sobre escalada, despertou em você a vontade de tentar praticar esse esporte repleto de aventura, acesse o site da Esporte de Aventura e confira nossos produtos de perfeita qualidade que proporcionarão a vocês uma sensação inédita!


A arte de Escalar Montanhas

adriana 2 de fevereiro de 2010

A escalada de montanhas envolve força, controle e habilidade. Usar os músculos de seus braços e pernas para se impulsionar para cima em uma montanha íngreme exige força e controle. Usar o seu cérebro para posicionar as mãos e os pés para que os músculos possam fazer seu trabalho: isso é habilidade.

Neste artigo, vamos ver os diferentes tipos de escaladas e aprender sobre o equipamento e habilidades que os escaladores usam para subir uma montanha que pode ser elevar a milhares de metros.

Um esporte que pode ser feito em interiores em estruturas de escalada de madeira compensada, ou ao ar livre em rochedos íngremes de milhares de metros de altura, a escalada de montanha tem várias modalidades hoje:

  • escalada tradicional: Preso a uma corda, escaladores aos pares usando equipamento profissionais escalam uma montanha carregando bandoleiras de equipamentos especiais. À medida que sobem, colocam calço, nuts (entalador em forma de cunha) e outras formas de proteção de suas bandoleiras nas fendas da rocha. A corda é enganchada a estas peças de proteção para evitar quedas.
  • escalada esportiva: similar à escalada tradicional em muitos aspectos, exceto que as peças de proteção são fixas permanentemente na rocha. Isto torna o esporte de escalada mais seguro, mais rápido e mais barato do que o tradicional.
  • escalada livre solo: similar à escalada esportiva exceto que você não usa corda. Se cair, morre.
  • escalada indoor: similar à escalada esportiva, exceto que os escaladores usam estrutura de escalada interna feita de madeira compensada ou concreto e suportes para mãos e pés fixos na estrutura.
  • escalada no gelo: similar à tradicional, exceto que se escala uma formação de gelo (como uma cachoeira congelada ou uma geleira) ao invés de uma formação rochosa.
  • bloco de rocha: Similar à escalada esportiva, mas você escala em blocos de rocha (ou as laterais de chaminés e edifícios) em vez de rochedos íngremes e penhascos.

Imagine, uma folha de vidro alta vertical de 300 metros contínua e sem emenda. Se você tivesse de escala-la, seria impossível a menos que você tivesse ventosas nas mãos e pés. Agora imagine uma montanha vertical de 300 metros cheias de fendas e afloramentos tão óbvios e tão fáceis de encontrar que você pode escalar como se subisse uma escada. A escalada de montanhas sempre fica entre estes dois extremos.

No caso mais fácil, não há necessidade de habilidade especial. Contanto que uma pessoa esteja em boa condição física, é possível para qualquer um escalar uma montanha como esta. Os escaladores deve ser capazes de encontrar suportes de mão e pé adequados, equilíbrio sobre eles em posições precárias e se movimentar de um ponto ao outro sem cair. Em rotas difíceis pode haver fendas finas com pouco espaço para se segurar, saliências que necessitam de uma força incrível para se atravessar e vento e temperaturas que fazem da rota de subida na rocha a mais desafiadora.

Quando possível, o escalador tenta fazer o máximo do trabalho da escalada usando as pernas. O ideal é que os escaladores tentem manter seu centro de gravidade acima dos pés para depois puxar as pernas para cima. Eles usam os braços e mãos apenas para se equilibrarem e se posicionarem. À medida que a rocha fica mais lisa, é mais difícil manter esta posição ideal. É aí que a força e a agilidade entram. Em rotas mais difíceis, o escalador precisa de uma incrível força nos braços, mãos e dedos e resistência para se fixar à rocha.

Sistema de Classificação

Nos Estados Unidos, os escaladores usam um sistema de classificação padrão para descrever a dificuldade nas diferentes rotas. Há 6 classes nestes sistema, variando de classe 1 (marcha normal) até passeio a pé, caminhada e então escalada na classe 5. Tudo o que é conhecido como “escalada de montanha” cai na classe 5. A classe 6 é para paredes de rocha que são tão lisas que não há como escalar sem auxílio artificial como escadas.

Dentro da classe 5 há 14 níveis diferentes que se distribuem assim:

  • 5,0 até 5,4: nível iniciante. Fácil de escalar, como uma escada.
  • 5,5 até 5,7: nível intermediário. Escalável com sapatos normais ou botas, mas requer mais habilidade.
  • 5,8 até 5,10: nível experiente. Requer calçados de escalada, experiência e força.
  • 5,11 até 5,12: nível perito. Talvez apenas 10% dos melhores escaladores do mundo possam lidar com estas rotas.
  • 5,13 até 5,14: nível elite. Apenas para os melhores dos melhores.

Hoje, o mais fácil e seguro modo de começar a escalar é ir a uma academia de escalada indoor e fazer um curso. Lá você vai aprender as técnicas básicas em um ambiente seguro, desenvolver sua força e habilidade e encontrar outros escaladores. Qualquer cidade grande tem dois ou três ginásios de escalada. Uma vez que você entende os fundamentos, pode encontrar um parceiro e começar pelas rotas esportivas mais fáceis. Conforme adquirir experiência, você pode ir avançando para rotas mais difíceis.

É claro que este artigo, com certeza, te deixou com aquela vontade de escalar montanhas e sentir o ar puro que há no topo delas. Aproveite! Pois a Esporte de Aventura possui produtos novos para Escalada e Rapel, não perca essa chance e acesse já o site da Esporte de Aventura e confira nossos produtos de extrema qualidade para tornar cada dia de sua vida, uma aventura!