Archive for the 'Treinamento' Category

Vai correr? Comece do jeito certo.

adriana 4 de março de 2010

Corredor

Corredor

Correr sozinho ou acompanhado. Uma situação desfavorável de correr acompanhado está relacionada à diferença de ritmo. Correndo acompanhado com um dos parceiros em ritmo diferente, provavelmente o treino será mais fácil para um e difícil para o outro e, geralmente o mais lento não assume a dificuldade, tendo que se esforçar para acompanhar o treino e pode ser o mais prejudicado. Nesta situação o melhor é respeitar o ritmo do mais lento e o mais rápido assumir este treino sem a preocupação com performance.

Preocupação com o volume de treino. Se você gosta de somar a distância semanal que percorreu, fique atento. O volume de treino não informa como essa distância foi percorrida, levando a acreditar que a distância é mais importante e na verdade a qualidade dos treinos é que deve ser a primeira preocupação. O recomendado é aumentar progressivamente a intensidade dos treinos, respeitando seus limites, pois aumento de intensidade também aumenta os riscos de lesões.

Jeito certo de correr. Quando corremos precisamos sempre estar atento ao jeito certo para correr, mas não tornando esta preocupação um grande problema. É importante respeitar o padrão de movimento individual, dando atenção especial a sua postura natural. O padrão ideal mantém o corpo ereto, cabeça olhando para frente, braços e antebraços flexionados com ângulo de 90º.

Descanso como prioridade. Tudo que é excesso dura pouco, para qualquer nível de condicionamento físico. Treinar, sem respeitar os descansos necessários para a recuperação do seu organismo, pode trazer lesões, queda no rendimento e principalmente desmotivação.

Fonte: Revista Contra Relógio Nº183

Catabolismo ou Anabolismo. O que está acontecendo comigo?

adriana 22 de fevereiro de 2010

Corrida de Aventura

Corrida de Aventura

Um ponto de discussão comum entre atletas amadores é a duração e intensidade de treinos de cada modalidade. Afinal, deve-se correr sempre forte para acostumar o corpo com os rigores da prova? Ou será melhor mesclar treino forte com fraco?

TESTOSTERONA E CORTISOL. Entre os vários hormônios que o corpo produz, alguns são ativados e outros inibidos conforme a intensidade e duração do exercício. A testosterona é o hormônio masculino, que a mulher também produz em menor quantidade, cuja função principal é construir a massa muscular e é estimulado com exercícios de alta intensidade e curta duração, assim como nos exercícios de força. Nos exercícios de longa duração, acima de duas horas, alguns trabalhos mostraram claramente uma queda desse hormônio, permanecendo por mais de 20 horas após o término da atividade. O cortisol é um hormônio renal ligado ao estresse que estimula o estado de alerta no corpo e, através de vários processos durante o exercício, participa da mobilização das gorduras na obtenção de energia. Entretanto, quando produzido em grandes quantidades destrói as proteínas.

Ao contrário da testosterona, nos exercícios de longa duração o cortisol permanece em quantidades altas por muitas horas depois da atividade. Em estado de repouso a diferença entre os dois hormônios presentes no corpo é o que determina o balanço entre ganho e perda de massa muscular, respectivamente anabolismo e catabolismo.

Exatamente por ser uma atividade extenuante, o maratonista entra constantemente, sem perceber, nesse processo chamado catabolismo, ocasionando a perda de massa magra (músculos). Essa talvez seja a razão dos corredores terem baixo percentual de gordura, “secos†como se diz no popular, oque não acontece com o atleta de força.

GANHO E PERDA DE MÚSCULOS. O treinamento de força, que comprovadamente sugere o anabolismo (crescimento dos músculos) seria uma das formas de evitar isso porque estimula a produção natural de substâncias anabolizantes na medida certa. Essas substâncias são os hormônios testosterona, o GH ( hormônio de crescimento) e a insulina.

O catabolismo também pode ocorrer no treinamento de força principalmente em decorrência dos erros de treinamento, seja na questão da intensidade ou na recuperação insuficiente.

Resta usar o bom senso e prazer nos treinamento não treinando demais nem de menos. A presença ou não da dor muscular e do cansaço pode ser um sinal de alarme. Treinar muito nem sempre significa ganho e treinar pouco pode ser improdutivo. Procure orientação de especialistas para ter melhores resultados.

Fonte: Revista Contra Relógio número 177

Os Prós e Contras de Cada Piso

adriana 17 de fevereiro de 2010

Cada piso tem suas características assim, dependendo delas e do seu objetivo seu treino deve levar em conta o terreno que irá utilizar para correr. Veja abaixo a relação de pisos e suas características:

Grama: Piso de característica macia,sua altura influência o gasto energético e também o consumo de oxigênio (quanto mais alta, maior o consumo). Sua composição permite que ao pisar, o espaço entre as folhas e a terra sobre a qual está plantada seja um atenuador de impacto, além das próprias folhas que promovem o amortecimento. Sua desvantagem é a grande chance de existência de buracos, degraus em função das raízes das árvores, que podem causar lesões por trauma, principalmente a torção de tornozelo, e quedas.

Pista de Atletismo: Composto por camadas de borracha que permitem certo amortecimento sem comprometer a propulsão. Piso seguro também em função de sua regularidade na superfície, diminuindo bastente as chances de um trauma.

Concreto: O mais rígido dos pisos, pode apresentar rigidez 300 vezes maior em comparação com um piso de borracha, por exemplo. Não é dos mais indicados para a corrida, principalmente as longas.

Esteira: Quando de boa qualidade possui um deck de madeira com apois laterais, oque permite que essa estrutura ceda a cada passo, muito mais que qualquer piso, favorecendo o bom amortecimento. As mais modernas aliam apoios de borracha ao deck de madeira, que aumentam a resiliência do conjunto.

Areia: Quando fofa tem uma grande capacidade de absorção, mas ao mesmo tempo uma exigência muito grande no momento da propulsão. Deve ser utilizada quando se tem como objetivo o desenvolvimento da capacidade de força na corrida. Como amortece muito, o piso não devolve a força na mesma magnitude. E em função disto, na fase de propulsão, o corredor tem que compensar a falta de retorno da força, efetuando-a diretamente no piso, a cada passo – caso não o faça, fica impossível dar continuidade à corrida.

Terra Batida: Piso de rigidez intermediária que também tem o risco da instabilidade em função da irregularidade da superfície.

Asfalto: Superfície mais utilizada para corrida, de característica dura. A composição de várias camadas na sua construção permite um certo “amortecimento” comparado ao concreto. O principal cuidado que se deve ter é não realizar a corrida próximo ao meio fio, que pode sobrecarregar as estruturas ligamentares dos tornozelos e joelhos, principalmente do membro que está mais perto da calçada, em função da inclinação, para escoamento das águas.

Cascalho (ou pedrisco): Permite uma grande dissipação do impacto em função das pedras não estarem fundidas como ocorre com o concreto. Os movimentos das pedras ao serem pisadas fazem com que a força de reação de cada passo seja dissipada. A contrapartida é verdadeira no momento da propulsão, pois ao realizar o apoio nesta fase da pisada, parte desta força se dissipa pelo mesmo motivo anterior.

Fonte: Revista Contra Relógio número 177 ,

Corrida de Aventura

Corrida de Aventura

junho de 2008