ESCALADA – Aclimatação as Grandes Altitudes
adriana 22 de junho de 2010

Na foto acima os Sherpas do Himalaia que são mais adaptados as grandes altitudes.
Embora a intensificação da respiração quando se chega a uma altitude elevada seja relativamente modesta, ao longo de aproximadamente uma semana ele se intensifica ainda mais, chegando finalmente, depois de duas a três semanas, a ser cinco ou sete vezes maior que a normal. Esse aumento secundário de respiração é a mais importante adaptação à altitude e determina até que altura um indivíduo será capaz de subir; quanto mais rápida e profundamente ele respirar, mais oxigênio inalará e mais alto poderá chegar a montanha.

Escalador faz uso de máscara de oxigênio durante estada no Everest.
A hiperventilação é a chave de por que um montanhista aclimatado consegue sobreviver no topo do Everest sem o oxigênio suplementar. Como Reinhold Messner expressou memoravelmente, quando chegou ao cume ele “nada mais era que um pulmão arfante”. Quanto mais rapidamente se respira, mais dióxido de carbono se expele, o que baixa a parcial de dióxido de carbono nos pulmões e fornece mais espaço para o oxigênio.
Nem todas as pessoas são capazes de se aclimatar suficientemente para gerar o enorme aumento da respiração necessário para reduzir tanto seu nível de dióxido de carbono, tampouco são capazes de tolerar a queda de acidez do sangue que a acompanha. Essas pessoas nunca chegarão ao topo, pois sua incapacidade de expelir suficiente dióxido de carbono significa que não terão espaço suficiente para o oxigênio em seus pulmões.
De fato o Everest está tão próximo da altitude máxima que podemos atingir que variações mínimas na pressão barométrica, como as causadas pela estação do ano, podem significar a diferença entre o sucesso ou o fracasso de uma subida sem oxigênio suplementar.
Fonte: Texto retirado do livro A Vida no Limite escrito por Frances Ashcroft
Editora: Jorge Zahar Editor – J Z E
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