Perigos e Desafios das Escaladas em Altas Altitudes:
adriana 13 de maio de 2010

Monte Everest
Embora a baixa concentração de oxigênio seja a dificuldade essencial enfrentada por uma pessoa que esteja no topo de uma montanha elevada, outros fatores, como o frio, a desidratação e as queimaduras de sol, também representam problemas. A radiação solar é extraordinariamente intensa porque o ar mais rarefeito provê menor proteção e, sendo exacerbada pelos reflexos emitidos pela neve e o gelo, pode levar a graves queimaduras na face. A umidade também decresce em grandes altitudes, na medida em que a redução da temperatura e da pressão atmosférica significa que a quantidade de vapor d`água no ar é menor. A desidratação que é agravada pela respiração aumentada, é portanto um problema, e é essencial tomar muito líquido para substituir a água que evapora dos pulmões na respiração – o que nem sempre é muito fácil quando se tem que carregar água ou combustível suficiente para derreter a neve. O mais grave de tudo é o frio. A temperatura cai aproximadamente 1grau Celsius a cada 100 metros de aumento de altitude porque, com a crescente rarefação do ar o efeito isolador da atmosfera é menor e, consequentemente, mais calor escapa para o espaço pela radiação. A redução da temperatura se combina com ventos fortes que produzem um fator adicional de “esfriamento pelo vento”. Vários montanhistas perderam as pontas dos dedos das mãos ou dos pés em conseqüência da ulceração pelo frio.

Expedição
A vida no frio é perigosa para seres humanos, como muitos exploradores polares e montanhistas descobriram à custa de suas próprias vidas.
Texto retirado do Livro: A Vida no Limite – A Ciência da Sobrevivência
Escrito por Francês Ashcroft
Editora: Jorge Zahar Editor
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